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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

BRICS e Economias Emergentes Rankings 2014 Categoria Instituição Localização

BRICS e Economias Emergentes Rankings 2014

CategoriaInstituiçãoLocalização


Número de Ensino Superior BRICS e Economias Emergentes Rankings 2014 movidos a Thomson Reuters inclui apenas instituições de países classificados como "economias emergentes" por FTSE, incluindo os "BRICS" nações do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. As melhores universidades do ranking usa a mesma metodologia como o  Número de Educação Superior Mundial University Rankings , abrangendo todas as missões principais de uma universidade de classe mundial - de ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectiva internacional - utilizando 13 indicadores de desempenho cuidadosamente calibradas.

BRICS e Economias Emergentes Rankings 2014

CategoriaInstituiçãoLocalizaçãoPontuação geral
1Universidade de PequimChina
65,0
2Universidade de TsinghuaChina
63.5
3Universidade da Cidade do CaboÁfrica do Sul
50,5
4Universidade Nacional de TaiwanTaiwan
49,2
5Universidade BoğaziçiTurquia
44,3
6Universidade de Ciência e Tecnologia da ChinaChina
44,0
7Universidade Técnica de IstambulTurquia
42,7
8Universidade FudanChina
42,3
9Universidade Técnica do Oriente MédioTurquia
41,5
10Universidade Lomonosov Moscow StateFederação Russa
41,4
11Universidade de São PauloBrasil
41,1
12Universidade BilkentTurquia
40,3
13Universidade PanjabÍndia
40,2
13Universidade Renmin da ChinaChina
40,2
15Universidade de WitwatersrandÁfrica do Sul
39,8
16National Chiao Tung UniversityTaiwan
39,6
17Universidade dos AndesColômbia
39.2
18Universidade de NanjingChina
38,9
19Universidade Nacional de Tsing HuaTaiwan
38,6
20Universidade KoçTurquia
37,1
21Universidade StellenboschÁfrica do Sul
36,2
22Universidade de ZhejiangChina
35,3
23Universidade de VarsóviaPolônia
35.1
24Universidade Estadual de CampinasBrasil
34,7
25National Cheng Kung UniversityTaiwan
34,3
26Universidade Nacional de Sun Yat-SenTaiwan
33,7
27Shanghai Jiao Tong UniversityChina
33,6
28Wuhan University of TechnologyChina
33,1
29Universidade do Rei Mongkut de Tecnologia, ThonburiTailândia
33,0
30Instituto Indiano de Tecnologia, KharagpurÍndia
32,8
31Charles University, em PragaRepública Checa
32,5
31National Taiwan University of Science and TechnologyTaiwan
32,5
33Universidade Central NacionalTaiwan
32,0
34Indian Institute of Technology, KanpurÍndia
31,9
35Universidade Sun Yat-senChina
31,7
36China University Medical TaiwanTaiwan
31,0
37Instituto Indiano de Tecnologia, Rio de JaneiroÍndia
30,1
37Instituto Indiano de Tecnologia, RoorkeeÍndia
30,1
39Tianjin UniversityChina
29.9
40Universidade de WuhanChina
29,4
41Universidade JagiellonianPolônia
28,6
42East China Normal UniversityChina
28,5
43Harbin Institute of TechnologyChina
28,4
44National Taiwan Normal UniversityTaiwan
28,2
45Universidade de KwaZulu-NatalÁfrica do Sul
28,0
46Instituto Indiano de Tecnologia GuwahatiÍndia
27,9
47Instituto Indiano de Tecnologia de MadrasÍndia
27,6
47Universidade JadavpurÍndia
27,6
49Dalian University of TechnologyChina
27,5
50Aligarh Muslim UniversityÍndia
27,2
51Universidade de HunanChina
26,8
52Universidade MahidolTailândia
26,7
53Universidade MasarykRepública Checa
26,6
53Ásia UniversidadeTaiwan
26,6
55Pontifícia Universidade Católica do ChileChile
25,7
55Universidade TongjiChina
25,7
57Jawaharlal Nehru UniversityÍndia
25,3
58Yuan Zé UniversidadeTaiwan
25,2
59Universidade Nacional Autônoma do MéxicoMéxico
25,0
60Universidade Nacional Yang-MingTaiwan
24,8
60Universidade de DebrecenHungria
24,8
60Universidade SemmelweisHungria
24,8
60Universidade Federal do Rio de JaneiroBrasil
24,8
64Warsaw University of TechnologyPolônia
24,7
65Xi'an Jiaotong UniversityChina
24,2
66Chung Yuan Christian UniversityTaiwan
24,0
67Universidade de Saint Petersburg EstadoFederação Russa
23,7
68Huazhong Universidade de Ciência e TecnologiaChina
23,6
69Universidade Nacional Chung HsingTaiwan
23,5
70Universidade Agrícola da ChinaChina
23,3
71Taipei Medical UniversityTaiwan
23,0
71National Taiwan Ocean UniversityTaiwan
23,0
73Universidade Chang GungTaiwan
22,9
73Universidade de IstambulTurquia
22,9
75Universidade Nacional de Taipei de TecnologiaTaiwan
22,8
76Emirados Árabes Unidos UniversidadeEmirados Árabes Unidos
22,6
77Universiti Kebangsaan MalásiaMalásia
22,3
78Universidade de PretóriaÁfrica do Sul
21,7
79Universidade Americana de SharjahEmirados Árabes Unidos
21,4
80Universidade Nacional Chung ChengTaiwan
21,2
80Universidade HacettepeTurquia
21,2
82Chiang Mai UniversityTailândia
21,0
83Universidade de Marrakech Cadi AyyadMarrocos
20,8
84Universidade de Tecnologia de BrnoRepública Checa
20,4
85Universidade ChulalongkornTailândia
20,3
86Universidade do ChileChile
20,2
87UNESP - Universidade Estadual PaulistaBrasil
20,0
88Universidade de XangaiChina
19.9
89Príncipe da Universidade SongklaTailândia
19,7
90Feng Chia UniversityTaiwan
19,6
90Universidade de SichuanChina
19,6
92Universidade Nacional ChengchiTaiwan
19,0
93Universidade de AlexandriaEgito
18,6
93Universidade de SzegedHungria
18,6
95Universidade do CairoEgito
18,0
95Universiti Putra MalaysiaMalásia
18,0
97Universidade MansouraEgito
17,8
98Universidade Politécnica do NoroesteChina
17,5
99Monterrey Instituto de Tecnologia e Ensino SuperiorMéxico
17,4
100Universidade de ŁódźPolônia
17,3

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Decano de Pós-Graduação e Pesquisa, Jaime Santana

Mariana Costa/UnB Agência
 
Pesquisa na UnB ganha força com apoio de fundações
Decano de Pós-Graduação e Pesquisa, Jaime Santana, aponta a aproximação com a FAP-DF e a Finatec como uma das maiores conquistas deste primeiro ano de gestão 
Barbara Arato - Da Secretaria de Comunicação da UnB


 Tamanho do Texto

Abertura ao diálogo e transparência. Essa foi a receita do professor Jaime Santana para enfrentar o primeiro ano de gestão à frente do decanato de Pesquisa e Pós-Graduação (DPP) da Universidade de Brasília. Celeridade e critérios objetivos na apreciação de projetos de todas as áreas do conhecimento garantiram que a pauta da Câmara de Pesquisa e Pós-Graduação (CPP) não registrasse atrasos.
No último ano, o DPP ainda ganhou uma aliada de peso. Graças a um esforço conjunto do decanato, da comunidade científica e de parlamentares do Distrito Federal, a Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAP-DF) voltou a ganhar a confiança dos pesquisadores. Editais em dia e a recente aprovação de um aumento de 2% no orçamento destinado à fundação são o vislumbre de dias melhores.
A necessidade de aproximar universidade e indústria, de aumentar a oferta de bolsas de iniciação científica e diminuir a burocracia para a aquisição de materiais para pesquisa também foram alguns dos desafios citados pelo decano para os próximos anos. Confira a entrevista concedida à Secretaria de Comunicação da UnB.
Quais as principais conquistas da pesquisa e da pós-graduação da UnB nesse primeiro ano de gestão?
Jaime Santana  Estabelecemos um diálogo muito produtivo com pesquisadores de todas as áreas do conhecimento. O DPP está de portas abertas para todos e isso refletiu até na Câmara de Pesquisa e Pós-Graduação (CPP). Temos uma agenda em dia, nada está atrasado. Tivemos tempo, inclusive, para discutir outros assuntos, como a participação dos pesquisadores da UnB em editais como os dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) [rede coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação que envolve 101 centros de pesquisa brasileiros]. Numa próxima reunião da CPP vai ser discutido o novo estatuto da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, a FAP-DF. Outro ponto importante foi o estabelecimento de um diálogo institucional para estabelecer os marcos legais do relacionamento da FUB [Fundação Universidade de Brasília] com a Finatec. Negociamos com a Procuradoria Jurídica (PJU), com participação da comunidade científica, e o Conselho Universitário aprovou esses parâmetros legais. Agora estamos empenhados em melhorar os marcos legais de ciência, tecnologia e inovação, discussão no Congresso Nacional. Quero destacar também o UnB.Futuro, um fórum para pensar a universidade do futuro, que deve se inserir no mundo moderno. 
Essa proximidade com as fundações é um dos objetivos da gestão?
Jaime Santana  Sim, prometemos isso na campanha e estamos cumprindo. Vale ressaltar que é uma proximidade totalmente transparente. Nenhum projeto vai para a Finatec sem passar pelos órgãos colegiados e pela PJU. Outra prioridade foi a FAP-DF. A primeira coisa que fizemos foi convencer a comunidade científica de que a FAP-DF poderia se recuperar, porque ela estava absolutamente sem crédito. Fazia editais e não cumpria, os projetos eram aprovados e não saía o dinheiro. Fizemos a FAP-DF voltar a funcionar – o conselho superior já foi indicado pelo governador e tem representantes da UnB. Tivemos um aumento substancial no dinheiro destinado à comunidade científica do DF, foram quase R$ 10 milhões. E, claro, a Universidade de Brasília se beneficia, já que é detentora de praticamente 80% desses recursos, por concentrar grande parte dos pesquisadores da região. Também conseguimos solucionar um outro problema: a FAP-DF não tem servidores para analisar os projetos. Fizemos um mutirão com professores da UnB, da Universidade Católica de Brasília e da Embrapa para julgar e, em dois dias, analisamos 140 processos. Outro objetivo era voltar ao percentual de 2% do orçamento do DF destinado à FAP-DF. Um conjunto de professores, a maioria da UnB, criou uma associação, a APEG-DF [Associação de Pesquisadores, Empresários e Gestores em Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal], e por meio dela, tivemos contato com a própria FAP-DF, com os deputados distritais Wasny de Roure e Israel Pinheiro, pessoas que ajudaram muito e entenderam nosso propósito, além do governador do DF. Apesar desse aumento não ter saído como queríamos, será gradual, foi um grande ganho. Esse dinheiro vai ajudar muito na qualidade da produção científica e terá um impacto grande para a pós-graduação por causa do financiamento continuado, que é imprescindível.
Mariana Costa/UnB Agência
 
Como o senhor avalia os recursos que a própria UnB destina à pesquisa e à pós-graduação?
Jaime Santana  Nós temos uma dívida na universidade de R$ 100 milhões. Todos os setores sofreram cortes. Mesmo assim fizemos editais e mantivemos o número de bolsas de iniciação científica – estamos trabalhando para que a FAP-DF também ofereça essa modalidade de bolsa. Tivemos dificuldades para lançar mais editais no DPP este ano por causa dos órgãos de controle, que proibiram o depósito em conta ao pesquisador para pagar viagens, comprar pequenos equipamentos. Procuramos uma alternativa e, já no próximo ano, estamos trabalhando para os editais saírem mais cedo, como os editais de publicação, um dos mais importantes que temos. Este ano, nenhum projeto que tenha vencido edital de publicação ficou sem recurso. Apesar desse corte sofrido pelos decanatos, o dinheiro para a pesquisa na UnB aumentou substancialmente, muito em parte por causa da FAP-DF. Nosso esforço para fazer a FAP-DF funcionar é também para que o pesquisador não fique na dependência do DPP. O orçamento do decanato ficou em torno de R$ 1,8 milhões, mas os pesquisadores receberam muito mais. Os recursos do DPP são para emergências: se um equipamento quebra, não podemos deixar que isso impeça a pesquisa. Também não podemos deixar de ajudar a área de Humanidades, cujo produto mais importante é a publicação, tanto de livros quanto de artigos em periódicos. Vale frisar que só o edital equipamentos para jovens professores teve mais de R$ 1 milhão. Acrescento os editais CT-infra e Pró-equipamentos da Capes, que trarão R$ 12,5 milhões para a UnB. É importante dizer que todo o processo é institucionalizado. Também quero registrar meu agradecimento aos membros da CPP. Trabalhamos muito, nos reunimos a cada quinze dias, às vezes toda semana, para poder limpar a pauta.
Em 2013, a UnB ficou em 21º lugar na América Latina no QS University Rankings e em 8º no Ranking Universitário da Folha.  Como o senhor vê esse desempenho e como a universidade pode melhorar sua posição?
Jaime Santana  Rankings são parâmetros exteriores, cada um tem uma metodologia. Mas o que posso dizer é que onde temos uma pós-graduação de qualidade, teremos uma graduação de qualidade. Essa é uma relação direta. Nunca vi um curso de pós-graduação de alta qualidade em um programa de graduação de péssima qualidade. Uma pós-graduação bem avaliada ajuda demais porque os professores estão inseridos no ambiente da pesquisa, são desafiados a estudarem mais, a procurarem dinheiro para seus projetos, os alunos estão mais engajados em estágios. Trabalhar para melhorar a pós-graduação é melhorar a universidade como um todo.
Mariana Costa/UnB Agência
 
Quais as principais metas para os próximos anos?
Jaime Santana  Lançar editais mais cedo, aumentar os editais da FAP-DF e incluir bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado. Também queremos contemplar a área de Humanidades, que ainda está em segundo plano no quesito financiamento. Queremos ainda aumentar o diálogo com a Capes, trazer os representantes das áreas para conversar com os programas de pós-graduação. Vamos trabalhar na criação do novo estatuto da FAP-DF e realizar reuniões com toda a comunidade para angariar sugestões para estabelecer os novos marcos legais da Ciência e Tecnologia no país. Também queremos novos marcos legais para a universidade se relacionar com a indústria, porque a academia precisa transferir conhecimento. Outra coisa que gostaríamos de fazer é mudar a lei 8.666/93 [lei de licitações]. Ela não serve para a ciência. Às vezes, demora até seis meses para conseguirmos comprar material. E a pesquisa não pode esperar. Claro que precisamos de um processo transparente, com justificativas técnicas para comprar um equipamento mais caro porque serve melhor para aquela pesquisa. Mas, muitas vezes, acabamos comprando produtos ruins porque são mais baratos. Também estamos trabalhando muito com a Assessoria de Assuntos Internacionais para facilitar o intercâmbio. As atividades produzidas na universidade precisam ganhar o mundo, precisamos mandar um número maior de pesquisadores e professores para o exterior, assim como receber colegas estrangeiros. 
O programa Ciência sem fronteiras, do governo federal, também impulsionou esse processo?
Jaime Santana  É um bom programa, mas não é suficiente. Precisamos enviar ao exterior alunos de mestrado, doutorado. Esses estudantes que vão para o exterior pelo Ciência sem fronteiras vão fazer disciplinas, mas não fazem pesquisa propriamente, o que revela até uma certa contradição no nome do programa. Teremos um impacto positivo no futuro, na formação desse aluno. Além disso, é necessário ampliar o Ciência sem fronteiras para outras áreas, hoje ele está restrito às Exatas e Biológicas. Temos aqui na UnB empresas juniores das Relações Internacionais, da Administração, da Economia, entre outras. Inovação não é exclusividade das hard sciences.
Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

domingo, 28 de julho de 2013

Descoberta antiga inscrição do tempo do Rei Salomão | Ciência Online - Saúde, Tecnologia, Ciência

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domingo, 2 de junho de 2013

: Aprender a Estudar : Um jovem com metas ambiciosas terá sempre de investir mais tempo no estudo do que nas outras ocupações.

    Aprender  a Estudar


Um jovem com metas ambiciosas terá sempre de investir mais tempo no
estudo do que nas outras ocupações.


INTRODUÇÃO


É natural e até saudável que um jovem ocupe parte do seu tempo com a música,
o desporto ou o convívio. Mas o estudante que deseja preparar o seu futuro tem de
consagrar também uma boa parcela de tempo aos estudos.
O estudo e as outras ocupações podem ser conciliados. Ninguém precisa de
renunciar à vida para ser bom estudante. Cabe a cada um optar e estabelecer a sua escala
de prioridades, isto é, fazer uma gestão racional do tempo, dedicando a cada tarefa o
tempo que ela merece.
Um jovem com metas ambiciosas terá sempre de investir mais tempo no
estudo do que nas outras ocupações.

Tempo de estudo

Se compararmos o rendimento de duas pessoas com capacidades intelectuais
semelhantes, veremos que vai mais longe aquela que dedica mais horas ao estudo.
Acontece até que muitos estudantes de ritmo lento  chegam a superar
colegas rápidos , só porque começam mais cedo e são mais regulares na
sua corrida.
É desejável que se dê ao estudo individual um mínimo de 10 horas, em
média, por semana. Mas claro que não basta gastar muitas horas em frente dos livros e
dos cadernos. Devem investir-se no estudo as horas mais rentáveis e fazer pausas,
sempre que necessário. Igualmente importante é cuidar do local de trabalho. Apenas um
sítio calmo, arrumado e confortável permite a concentração e o melhor aproveitamento
do tempo dedicado ao estudo.



 As horas mais rentáveis

O estudo é uma atividade «ciumenta» que exige as melhores horas do dia.
Quais são essas horas?

 Várias experiências provam que o rendimento intelectual da
manhã é superior ao da tarde e ao da noite. Ao princípio da tarde, ocorre sempre uma
quebra de vivacidade mental, fruto de uma certa sonolência que ataca toda a gente e não
apenas os que fizeram um «grande almoço». Quanto à noite, é natural que o cansaço
acumulado de um dia prejudique o rendimento, apesar de haver pessoas que se dão bem
a estudar na calma da noite.
As investigações indicam que a maioria das pessoas atinge o seu ponto alto de
atenção e de assimilação por volta do meio-dia. O fim da tarde parece igualmente
eficaz. No entanto, convém sublinhar que cada pessoa tem os seus ritmos biológico e
intelectual próprios. Muitos factores entram em jogo: o temperamento, os hábitos
individuais e as condições exteriores. Não se pode generalizar em excesso. Assim,
compete ao estudante observar-se e descobrir as suas horas mais rentáveis, as horas em
que, por norma, se sente com mais energia e capacidade de assimilação.
As horas mais rentáveis devem ser aproveitadas para «atacar» em força o
trabalho difícil. O trabalho mais fácil ou interessante pode ser deixado para ocasiões de
menor frescura.
Há dois momentos pouco recomendáveis para grandes esforços intelectuais:
depois de refeições pesadas e antes de dormir.
Logo a seguir a uma refeição mais pesada, a capacidade de concentração
diminui. A digestão física é inimiga das digestões intelectuais. Por isso se recomendam
refeições ligeiras antes de grandes esforços, como, por exemplo, a realização de uma
prova de avaliação.
Também antes de dormir deve ser evitado o esforço intelectual intenso, porque
perturba o sono e acaba por prejudicar o equilíbrio físico indispensável ao rendimento
escolar. Pouco antes de dormir, convirá executar apenas simples trabalhos para casa
(T.P.C.), recomendados pelos professores, ou fazer uma revisão ligeira da matéria já
aprendida.


 Pausas no trabalho

Quando se está há muito tempo com a mesma tarefa, quando a atenção começa a
divagar ou quando se emperra numa dificuldade, é vantajoso fazer uma pausa no
trabalho. Aproveitando o fim de um capítulo, o estudante pode fazer um intervalo ou
mudar de assunto.
Para aprender é necessário empenhar-se com entusiasmo.


 Fazer intervalos



Quanto tempo seguido se deve trabalhar?
 Tudo depende da matéria e da
capacidade do indivíduo. Os especialistas aconselham o estudo em «pequenas etapas»,
em pequenos períodos de esforço intenso e concentrado. De vez em quando, será útil
prolongar o trabalho por várias horas. Mas, habitualmente, três horas com um ou dois
intervalos rendem mais do que três horas seguidas. A regra geral pode ser esta: dez
minutos de intervalo por cada hora de estudo.

Pequenos intervalos de repouso facilitam a aprendizagem e a memorização.
Várias experiências confirmam que, por exemplo, para memorizar listas de vinte
números de igual dificuldade, um indivíduo precisa de ler, em média, onze vezes, se não
fizer intervalos. Em contrapartida, se fizer paragens de dez minutos entre cada leitura,
precisará apenas de ler cinco vezes...
Nos curtos períodos de intervalo, o estudante pode levantar-se, passear um
bocado ou fazer alguns exercícios físicos. São de evitar todas as actividades que
distraiam ou desmobilizem, como ver televisão. Durante o tempo de estudo, mesmo nos
pequenos intervalos, a televisão deve merecer «cartão vermelho».


Mudar de assunto


Para quebrar a monotonia e evitar a saturação, o estudante tem duas hipóteses:
ou faz um intervalo, como já dissemos, ou muda de assunto.
Uma nova tarefa ou o estudo de uma disciplina diferente podem estimular o
interesse, despertar a atenção e fazer subir o rendimento.
Cuidado, porém! É inconveniente mudar para outra disciplina semelhante à que
se estava a estudar, porque isso irá causar confusões.
Estudar, sem intervalos de
descanso, disciplinas de tipo semelhante, na forma ou no conteúdo (por exemplo, Inglês
e Francês), perturba a retenção e favorece o esquecimento. Matérias parecidas
interferem umas com as outras, «atrapalham-se» mutuamente.
Conteúdos diferentes (por exemplo, História e Matemática) são mais facilmente
aprendidos e recordados, porque há menos interferências ,

Para confirmar o que dissemos, basta dar um exemplo com números de telefone:
é mais fácil a confusão entre 362331 e 363123 do que a confusão entre 362331 e
544080, porque os primeiros números são muito semelhantes.
Intercalar matérias diferentes no estudo é um processo de evitar a fadiga
sem perder o rendimento.


 A eficácia de um horário

Um processo simples que permite aproveitar melhor o tempo é elaborar um
horário semanal para o estudo.
Interessa um horário realista que se ajuste às necessidades individuais e possa
ser cumprido. O horário deve ser flexível e ter em conta, em cada semana, os
compromissos inadiáveis das várias disciplinas. Para não esquecer esses compromissos
(trabalhos para casa ou testes), o melhor será usar uma agenda.
Não é fácil fazer nem cumprir um horário, mas vale a pena tentar. O horário não
é uma prisão ou uma «camisa de forças», de onde não se possa fugir. O horário é um
guia que leva o estudante a trabalhar com regularidade.
O trabalho regular (de preferência, todos os dias, às mesmas horas, no mesmo
local) representa um exercício de autodisciplina e uma segurança contra imprevistos.


 Exercício de autodisciplina


Um estudante que obedece a um horário aprende a disciplinar-se. Não faz apenas
o que lhe apetece, quando tem disposição. Não é escravo dos caprichos ocasionais. Não

cede tão facilmente às tentações do exterior. Concentra-se e cumpre, em cada momento,
a tarefa que impôs a si próprio: «agora estudo, logo farei outras coisas...».
A disciplina no trabalho é um trunfo fundamental para o sucesso nos
estudos e na vida. Uma pessoa metódica e organizada poupa tempo e energias. Os bons
hábitos, adquiridos agora, rendem juros elevados no futuro.

O trabalho pode implicar alguma dose de sacrifício, mas traz as suas
recompensas. O trabalho regular é a única prevenção eficaz contra a fadiga, as
confusões e o medo sofridos por quem guarda o estudo para a última hora .


 Ocupações extra-escolares


Um estudante que se preza dá prioridade ao trabalho escolar. Isso não significa
que viva afogado em obrigações, que seja «escravo do dever» e sacrifique todas as
ocupações extra-escolares. A escola não é, nem pretende ser, tudo na vida de uma
pessoa.
A questão está em saber seleccionar as actividades (desportivas, culturais ou
sociais) mais apropriadas para aproveitar os tempos livres, os fins-de-semana e as férias,
de modo a não desperdiçar inutilmente as horas.
Praticar desporto? Frequentar cinemas? Ver televisão? Dedicar-se à leitura, à
fotografia, à música ou à dança? Fazer colecções? Integrar-se num clube ou numa
associação? Meter-se num grupo de acção social? Depende dos gostos, do tempo
disponível e, por vezes, das possibilidades económicas.
E qual o critério a usar na escolha das ocupações extra-escolares?
 O estudante
ganha se der prioridade às atividades que favoreçam a saúde, o convívio e o contacto
com o mundo do trabalho.

A saúde — boa ocupação é aquela que protege a saúde, o equilíbrio
físico e psicológico. Ocupações saudáveis são, por exemplo, a leitura,
a música, a dança e o desporto.
O exercício físico regular e moderado (fazer natação, andar de
bicicleta ou simplesmente andar a pé) aumenta a sensação de bemestar
e dá um novo alento para o trabalho intelectual.
v O convívio — as melhores ocupações levam-nos ao convívio com
outras pessoas (familiares, amigos ou desconhecidos). É no convívio
que se cultivam e aprofundam as relações humanas indispensáveis ao
êxito na vida. Quem falha nas relações humanas é quase sempre um
falhado na vida.

 O contato com o mundo do trabalho — seria desejável que, na
ocupação dos tempos livres, o jovem aproveitasse para manter algum
contato com o mundo do trabalho.
O modo mais simples de conhecer o mundo do trabalho é conversar
com pessoas de cursos e carreiras profissionais diversos. Durante as
férias grandes, alguns jovens podem ir mais longe e arranjar emprego
em part-time, frequentar cursos práticos ou oferecer-se para trabalho
voluntário. Não faltam oportunidades. O contacto com o trabalho
abre novos horizontes e, por vezes, ajuda o estudante a descobrir
a sua vocação profissional. Pelo menos auxilia o estudante a ser mais
realista nos seus projectos de futuro.

Síntese

Se deseja gerir bem o seu tempo
- Estabeleça prioridades.
-Dê a cada actividade da sua vida o tempo que ela merece.
- Aproveite as suas horas de maior frescura física e inteletual para
«atacar» o trabalho mais difícil.
-Não prolongue demasiado os períodos de esforço intelectual.
-Faça pequenos intervalos de descanso.
- Evite estudar duas disciplinas de conteúdos semelhantes, uma a seguir à
outra.
- Esforce-se por ter um local de estudo calmo, arrumado e confortável.
- Elabore um horário pessoal que o ajude a estudar com regularidade.
- Escolha ocupações extra-escolares que favoreçam a saúde, o convívio e o
contacto com o mundo do trabalho.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Os Miseráveis Obra-prima do francês Victor Hugo desnuda com maestria a miséria material e a pobreza de espírito na conturbada França pós-revolução


LÍNGUA PORTUGUESA

Os Miseráveis

 

 

Obra-prima do francês Victor Hugo desnuda com maestria a miséria material e a pobreza de espírito na conturbada França pós-revolução



por Luís Edmundo Araújo

O romance completo, a história contada nos mínimos detalhes que vai, volta, viaja longe no tempo e no espaço e retorna ao cerne, ao ponto -chave da questão, como se nunca tivesse saído, e que por isso, pela fluidez com que sai do campo de batalha para a estalagem nos confins da França, e daí para a detalhada descrição geográfica e histórica de um convento e das ordens que o habitam, consegue segurar o leitor por dias, semanas e até meses submersos em suas quase 2 mil páginas. Publicado em 1862, em sete cidades da Europa ao mesmo tempo, Os miseráveis, do francês Victor Hugo, nasceu nas livrarias de Paris, Milão, Bruxelas, Budapeste, Leipzig, Roterdã e Varsóvia, e se espalhou pelo mundo, graças à força de personagens como Fantine, Javert e Jean Valjean, que inspirou dezenas de filmes por todo o planeta, do Japão à Índia, da antiga União Soviética ao Egito, do México ao Brasil, e isso há mais de um século. Os dois primeiros filmes baseados no romance de Victor Hugo, On the barricade e Le chemineau, datam de 1907, nos primórdios do cinema. O mais recente deles, versão do musical que fez sua estreia em 1980, em Paris, e depois foi sucesso na Broadway, com Anne Hathaway e grande elenco, é forte candidato, neste mês de fevereiro, a levar um ou outro Oscar, a estatueta fetiche do cinema americano.

A trama de Os miseráveis se passa entre dois episódios específicos da história francesa: a Batalha de Waterloo, em 1815, que representou o fim do sonho imperialista de Napoleão Bonaparte, e os motins de junho de 1832, em Paris, quando estudantes republicanos tentaram, em vão, derrubar o regime do rei Luís Filipe I. Na época de sua publicação, Victor Hugo tinha 60 anos e já desfrutava de grande prestígio, na França e fora dela. Tinha escrito clássicos como O corcunda de Notre Dame, mas nada foi maior em sua obra do que a epopeia de seus personagens pobres, sujos e desvalidos, cuja novidade era exatamente essa abordagem clara, escandalosa por pura falta de hábito, do ponto de vista das classes mais baixas, dos representantes de toda a miséria acumulada pelo absolutismo de Luís XIV, e depois nos reinados de Luís XV e Luís XVI, que desembocaria na Revolução Francesa e, mais tarde, em Napoleão.

O que Charles Dickens já começara a fazer na Inglaterra, mostrando a sociedade à margem do Império Britânico que habitava os submundos de uma Londres caótica, Victor Hugo, que também vinha retratando a miséria desde Claude Gueux, publicado em 1834, escancara com Os miseráveis. Cavou fundo nas camadas da conturbada organização social pós-revolução e revelou não só a miséria material, mas também a pobreza de espírito, que nem sempre caminham juntas, como nos mostra nesta breve introdução a um casal de personagens de suma importância na história.

Victor Hugo iniciou a concepção de Os miseráveis quase 40 anos antes de publicar o romance. Tinha 22 de idade quando, em 1824, começou a colher informações sobre a colônia penal de Toulon, de onde sai o protagonista Jean Valjean, ainda que, no caso de um livro desse porte e desse tamanho, os protagonistas sejam também, pelo menos, Fantine, Cosette e Marius, os outros três personagens que dão nome a quatro dos cinco volumes da história completa. Em 1837, o escritor visita finalmente a colônia penal que fornecia os remadores para o trabalho forçado nas galés, para remarem com os pés atados em correntes. Mas viveria ainda oito anos intensos antes de começar, no dia 17 de novembro de 1845, a redigir aquele que seria seu livro mais importante.

Após diversas tentativas frustradas, Victor Hugo foi eleito para a Academia Francesa em 1841. Em 1843, perdeu a filha, Léopoldine. Recémcasada com Charles Vacquerie, Léopoldine morreu aos 19 anos, afogada junto com o marido depois que o barco em que os dois viajavam virou, em Villequier. Dois anos depois, o escritor tinha acabado de receber o título de par de França quando foi flagrado num caso extraconjugal com Léonie Biard. Ela foi enviada a uma prisão e depois a um convento; ele se fechou em casa e começou a escrever Os miseráveis.

O contrato de edição da obra, com os editores Renduel e Gosselin, já estava assinado quando eclodiu a revolução de 1848, que destronou Luís Filipe I e instauou uma república bonapartista na França, mais tarde transformada em novo império, com Napoleão III. Eleito durante a república para a Assembleia Legislativa, Victor Hugo passa a dedicar-se à atividade parlamentar e deixa o romance de lado. Tenta retomá-lo três anos depois, mas a ebulição política da França da época não deixa. Em 1851, participa de uma frustrada tentativa de resistência ao golpe que instaurou o império de Napoleão III e vai para o exílio. O imperador ainda iria lhe oferecer anistia, mas o escritor não foi muito amistoso na resposta. “Quando a liberdade voltar, eu voltarei”, disse Victor Hugo. Foi no exílio que ele terminou de escrever Os miseráveis, mais precisamente em Mont-Saint-Jean, na Bélgica, nas proximidades do campo da Batalha de Waterloo, descrita, aliás, com maestria em quase 80 páginas do início do segundo volume do romance.

O mesmo rigor descritivo que pinça momentos específicos de uma das maiores batalhas da história, sem deixar de mostrar o plano geral, como a vitória pendeu de um lado a outro na movimentação dos dois exércitos gigantescos, serve também para expor os mínimos detalhes da geografia dos becos mais sombrios de Paris, desde a angulação das ruas, qual faz esquina com qual, às ranhuras de um muro, enfim, todas as nuances do terreno de outra batalha, essa particular, de um caçador, Javert, com sua presa, Jean Valjean. Os miseráveis é drama, sim, comédia, um pouco, mas é também ação e suspense na perseguição implacável de um personagem a outro, no duelo de inteligências e estratégias pelas ruas de uma Paris que começava a adentrar na era moderna, com todas as maravilhas e os horrores dessa transformação.

Na disputa anunciada em Os miseráveis, o conflito de classes que começava a emergir e a ganhar cada vez mais força com o início do processo de industrialização na Inglaterra e na França, o autor do romance escolheu um lado e não se preocupou em esconder sua posição. Estruturou sua maior obra em volta de personagens até então invisíveis para o resto da sociedade, como o forçado das galés ou a prostituta sem dentes, esfarrapada e doente. Ao fazer isso, não só mostrou ao mundo o espetáculo da miséria, sem filtros ou véus, como ajudou a despertar a compaixão pelos mais pobres, o que não torna absurdo dizer que a história de Jean Valjean, Fantine e companhia, além de clássico universal da literatura, ajudou a impulsionar uma até então inexistente política de solidariedade com os miseráveis da vida real.

No vaivém das quase 2 mil páginas de sua história, Victor Hugo tem domínio completo da narrativa. Mostra só um pouco de uma cena que bem poderia habitar o mundo do fantástico, quando Jean Valjean e Cosette estão pertos de encontrar abrigo nos jardins de um convento. Depois muda de assunto, se perde e se encontra em situações diversas daquela para, sem aviso, voltar ao mistério anunciado anteriormente e explicá-lo com a maior naturalidade, alijando qualquer possibilidade de que fantasmas ou forças do mal venham a habitar o romantismo mais que real de sua história, e surpreendendo mais uma vez o leitor. Não é à toa que Os miseráveis continuam a inspirar filmes e mais filmes, da França aos Estados Unidos, da Inglaterra à Itália, da Coreia do Sul à Turquia.

sábado, 11 de maio de 2013

Exame terá provas em outubro; inscrições vão de 13 a 27 deste mês

Enem 2013

Candidato pode conferir o edital; inscrições têm início na segunda-feira

Quinta-feira, 09 de maio de 2013 - 12:53
Os candidatos a vagas na educação superior que pretendem participar da edição de 2013 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem fazer a inscrição, exclusivamente pela internet, a partir de segunda-feira, 13, às 10 horas. O período se estenderá até as 23h59min do dia 27 próximo, de acordo com o horário oficial de Brasília. O edital do exame foi publicado nesta quinta-feira, 9.
Para os candidatos não isentos, a taxa de inscrição, de R$ 35, deve ser paga até o dia 29. Estão isentos os concluintes do ensino médio em 2013, matriculados em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar da Educação Básica. Também não precisa pagar a taxa o participante com renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio.

Provas — As provas serão aplicadas em outubro, no sábado, 26, e no domingo, 27, com início às 13 horas (de Brasília). Os portões de acesso aos locais de provas serão abertos às 12 horas e fechados às 13 horas, também de acordo com o horário de Brasília. Será proibida a entrada do participante que se apresentar após o fechamento dos portões.

O Enem, que avalia o desempenho escolar e acadêmico do estudante ao fim do ensino médio, é aplicado em todos os estados e no Distrito Federal. O resultado no exame permite ao candidato a participação no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de educação superior.

Uma boa avaliação no Enem é também requisito para participação do estudante nos programas Universidade para Todos (ProUni) e Ciência sem Fronteiras e para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Estudantes maiores de 18 anos que ainda não obtiveram a certificação do ensino médio podem fazê-lo por meio do Enem.

O edital da edição de 2013 do Enem foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 9, seção 3, página 70 a 83.

As inscrições devem ser feitas a partir de segunda feira, 13, na página do exame na internet.

Diego Rocha

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Exame terá provas em outubro e inscrições vão de 13 a 27 deste mês

Quarta-feira, 08 de maio de 2013 - 18:38
Com o secretário executivo Henrique Paim, o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, e o secretário de educação superior, Paulo Speller, o ministro Aloizio Mercadante anuncia a nova edição do Enem (Foto: Letícia Verdi/MEC) A edição 2013 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será realizada em 26 e 27 de outubro. A inscrição deverá ser feita de 13 a 27 de maio. O prazo final para o pagamento da inscrição de R$ 35 é 29 de maio. O edital com todas as informações do Enem será publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 9.
No primeiro dia de aplicação do Enem, os candidatos farão questões de ciências humanas e ciências da natureza. No segundo dia de provas, serão aplicadas as questões de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática.

Entre as mudanças no edital 2013, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou mais rigor na correção das redações. Este ano, a discrepância entre as notas dos dois corretores independentes não pode ultrapassar 100 pontos – no ano passado, a discrepância era de 200 pontos. Se houver discrepância maior de 100 pontos, a redação passa por um terceiro corretor. Caso a discrepância permaneça, a correção é feita por uma banca de especialistas.

A estimativa do Ministério da Educação é de que, com esta alteração no processo de correção, uma em cada três redações sejam encaminhadas ao terceiro corretor.

“A avaliação nossa é que foi muito positivo o êxito que tivemos. Mesmo assim a gente aprende. A vista pedagógica das redações é exatamente para ter um debate e aprimoramento do processo”, salientou o ministro. Segundo ele, os corretores também receberão aprimoramento no treinamento.

A partir desta edição também está prevista a anulação das redações que apresentem partes do texto deliberadamente desconectadas com o tema proposto. A mudança está prevista com a inclusão do item 14.9.5 no edital do Enem.

As redações são corrigidas com base em cinco competências, que valem de zero a 200 pontos. Redações com discrepâncias maiores que 80 pontos entre as competências também são corrigidas por um terceiro corretor. O novo edital do Enem prevê maior exigência no nível cinco da competência I – demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita. Desvios gramaticais ou de convenções de escrita serão aceitos como excepcionalidade e quando não caracterizarem reincidência.

Logística – A previsão do MEC é de que mais de 6 milhões de pessoas façam o Enem este ano. A prova será realizada em 1.632 municípios brasileiros, em 15 mil locais de aplicação. A aplicação envolverá 600 mil profissionais, entre coordenadores, chefes de sala, fiscais e apoio. Este ano, o processo de certificação do Enem contará com 3.622 pontos de atenção.

Entre as melhorias desta edição do Enem, o MEC vai oferecer atendimento telefônico para todos os participantes que solicitarem atendimento específico e diferenciado.


Paula Filizola

Ouça exposição do ministro Aloizio Mercadante sobre o Enem 2013
Veja a apresentação do ministro Mercadante sobre o Enem

Palavras-chave: Enem

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

ANÁLISE DE OBRAS DE VÁRIOS AUTORES:As novas caras de Fernando Pessoa

Edição 185 - Janeiro 2013

As novas caras de Fernando Pessoa

Um grupo de jovens pesquisadores europeus e latino-americanos lança em Portugal vários inéditos do autor lisboeta. São poemas, contos, argumentos para cinema e ensaios sobre política
por Ricardo Viel

“I know not what tomorrow will bring”, escreveu Fernando Pessoa no dia 29 de novembro de 1935, horas antes de sucumbir a uma complicação hepática, provavelmente causada pelo excessivo consumo de álcool. Aos 47 anos e com apenas um livro publicado em português (Mensagem), o poeta fazia constar em seu derradeiro manuscrito, na cama de um hospital lisboeta, a dúvida inquietante: não sabia o que o amanhã traria.
Não sabia, mas desconfiava que o futuro lhe reservaria o reconhecimento não alcançado em vida. Já em 1912, numa séria de ensaios sobre poesia, Pessoa previu a iminente aparição de um “supra Camões”, alguém que “descolaria para segundo plano” a figura do autor de Os Lusíadas. Está claro que falava de si. E foi pensando nessa posteridade que guardou com tanto cuidado os milhares de papéis que escritos ao longo de quatro décadas. Deixou duas arcas que continham cerca de 30 mil folhas, na grande maioria, inéditas. Havia ainda textos publicados em revistas e jornais, além de cartas e outros itens particulares.
“Pessoa disse, certa vez, que o reconhecimento seria a memória futura. Claramente tinha a noção de sua genialidade”, aponta Vasco Silva, diretor do selo Babel, que nos últimos anos vem trazendo à tona muito texto desconhecido do autor. “Cerca de 30% do espólio segue inédito. Por diversas vezes, se pensou que o essencial da obra de Pessoa estivesse publicado, mas não está. Há material para décadas. Ele foi um trabalhador infatigável, e tratá-lo como poeta não é de todo correto. Afinal, escreveu até mais em prosa do que em poesia”, diz o publisher que, com orgulho, se apresenta como o editor que mais publicou Pessoa.


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*O poeta no colo da mãe, em 1888, e aos 7 anos, em 1895. Ele era trilíngue - dominava português, o inglês e o francês
 
No início dos anos 40, a Ática, dona do selo coordenado por Vasco Silva, foi a primeira casa a lançar versos do literato após sua morte. Ao longo das décadas seguintes, deu a conhecer a grandeza de heterônimos como Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro e Bernardo Soares. Deste último editou, em 1982, o Livro do Desassossego. A obra, de prosa, demonstrou que, ao contrário do que se dizia, ainda havia muita riqueza de Pessoa a ser descoberta. Trata-se da mesma sensação que se tem hoje com as recentes publicações de inéditos. São poemas, ensaios sobre tradições portuguesas e sobre política, contos, correspondências amorosas e até argumentos de filmes. Um tesouro que as editoras brasileiras ainda não adquiriram.
 
 
Grafia incompreensível

Causa estranheza que, 77 anos depois da morte de um dos maiores poetas do século 20, continue existindo tanto material desconhecido. Uma das explicações possíveis é que a pesquisa dos documentos legados por Pessoa nunca foi fácil. Primeiro, porque os papéis estiveram espalhados durante décadas e quase inacessíveis à consulta. Depois, porque Pessoa anotava em qualquer lugar – muitas vezes uma mesma página trazia extratos de textos diferentes –, e compreender sua grafia, principalmente a do final da vida, é tarefa quase de detetive. Das cerca de 30 mil folhas encontradas nas duas arcas, a grande maioria se constitui de manuscritos, embora haja alguns textos datilografados.
Não bastasse, o autor deixou centenas de projetos inconclusos, o que também dificulta a tarefa de ordenar o material. Escreveu sobre assuntos absolutamente diversos (filosofia, astrologia, ocultismo) e em três idiomas, já que nasceu em Lisboa, mas aos seis anos se mudou com a família para a África do Sul, onde foi alfabetizado em inglês. O francês, aprendeu quando adulto.
Hoje, quase todo o seu espólio está digitalizado e já não é necessário pagar direitos autorais de nenhuma obra aos herdeiros. Daí terem surgido recentemente tantas publicações com inéditos de Pessoa. Um dos responsáveis, e talvez o maior deles, por tal advento é Jerônimo Pizarro, colombiano de 35 anos que dedicou os últimos dez a estudar o legado do autor, com a ajuda de bolsas científicas. Em suas pesquisas nos papéis deixados pelo poeta, acabou por conhecer outros investigadores, jovens como ele – e, na maioria, estrangeiros –, que vêm desenvolvendo estudos semelhantes. Graças ao suporte do selo Babel, o colombiano passou a coordenar o grupo e as publicações dos novos livros, sejam os que trazem textos do próprio Pessoa, sejam os que discorrem sobre ele e seus heterônimos. Por sinal, foi devido a Alberto Caeiro que Pizarro travou os primeiros contatos com o escritor português, ainda na Colômbia, há 15 anos. “Lembro-me até hoje. Estava no gramado da universidade e tinha nas mãos um livro de poesia do Caeiro.”
“O Jerônimo revelou-se essencial para juntar pessoas que são completamente diferentes e que, se não fosse por ele, provavelmente nunca trabalhariam juntas”, diz Patricio Ferrari, doutor em linguística de 37 anos. O argentino editou em 2010, ao lado de Pizarro, o livro Provérbios Portugueses, compilação inédita de 300 máximas que Pessoa reuniu e traduziu para o inglês entre 1913 e 1914.




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*À esquerda, o autor com 27 anos. À direita, em outro retrato famoso, caminhando por Lisboa

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Em fevereiro de 2003, após uma longa viagem à Índia, Ferrari – que morou por uma década nos Estados Unidos –fazia mestrado em literatura comparada na França quando, aconselhado pelo irmão, leu o poema Tabacaria, de Álvaro de Campos. Sentiu uma empatia tão profunda que, meses depois, desembarcou em Lisboa para continuar seus estudos, agora tendo como foco a poesia trilíngue de Pessoa. Caminho parecido seguiu o filósofo Antonio Cardiello, também de 37 anos. Em 1999, por recomendação de um amigo, o italiano de Padova leu o Livro do Desassossego. “Comecei a folhear uma versão traduzida numa livraria. Como não sabia quem era Pessoa, achei que estivesse vivo. Foi um amor cego. Não conseguia entender como um autor desconhecido internacionalmente podia ter escrito prosa tão linda e tão fecunda em termos filosóficos.”
À semelhança dos outros dois pesquisadores, Cardiello chegou a Lisboa atraído pelo poeta e sem falar português. “Em 2006, conheci o Pizarro, que me levou à Biblioteca Nacional, onde está guardado o espólio. Até então, me parecia que Pessoa não passava de uma invenção, talvez do [Jorge Luis] Borges. Só tive certeza de que realmente existiu quando vi aquele material, com a caligrafia dele.” Cardiello e o colombiano editaram, em 2012, a antologia Prosa de Álvaro de Campos e desnudaram uma faceta inesperada do heterônimo que se dizia engenheiro.
 
Companheirismo

Além da equipe ligada a Pizarro e do selo Babel, há outros investigadores descobrindo novas caras do poeta e outras editoras publicando materiais inéditos. Em 2012, a Assírio Alvim, por exemplo, lançou uma coletânea de contos de Pessoa e um livro com as cartas de amor trocadas entre ele e a namorada Ofélia. Não é casual, aliás, que sejam pesquisadores jovens e em sua maioria estrangeiros que estejam na vanguarda dos estudos pessoanos. Como se viu, para fazer um trabalho de qualidade a respeito do literato, é necessário debruçar-se sobre os milhares de papéis deixados por ele, tarefa que requer tempo e disciplina. Boa parte dos estrangeiros que chegou a Lisboa na década passada com o intuito de analisar o escritor tinha bolsas acadêmicas e podia se dedicar exclusivamente à pesquisa. “Curiosamente, não há vaidade entre nós. Pelo contrário, existe muito companheirismo. Um ajuda o outro, até mesmo a decifrar a caligrafia de Pessoa”, garante o espanhol Pablo Javier Pérez López, 29 anos, que descobriu “o poeta filósofo” numa visita a Portugal. Ele publicou recentemente na Espanha um livro sobre a filosofia na obra do lisboeta (Poesía, Ontología y Tragedia en Fernando Pessoa).
Essa união de cérebros num projeto coletivo era algo até então raro nos estudos do autor português. Havia muita competição e desconfiança entre os investigadores, e cada um guardava suas descobertas como se fosse um segredo. “Quando se diz que cada pessoano quer o poeta só para si é verdade. Mas nossa geração procura ficar fora disso”, afirma Cardiello. Sob a ótica do italiano, a chave para estudar e editar Pessoa é ser humilde e não buscar sentenças conclusivas. “Todos nós corremos o risco de assumir uma posição definitiva em relação à obra e aos pensamentos dele, o que seria uma tolice. Pessoa nunca foi definitivo.” “Sê plural como o universo!”, escreveu certa vez o autor, dando a pista de que não se deve buscar a unidade em sua obra e, sim, tratar de entendê-la como uma colcha de fragmentos.
Não à toa, o trabalho de editar o literato sempre se mostrou complexo e bastante subjetivo. Maior prova disso são as várias versões do Livro do Desassossego, diferentes inclusive em número de páginas. Às vezes, nem mesmo Pessoa sabia como classificar as próprias criações. Nos congressos sobre ele, os pesquisadores frequentemente citam um documento do espólio. Trata-se de um manuscrito em que o poeta anotou: “Álvaro de Campos ou Livro do Desassossego ou outra coisa qualquer”. Editar é, de certo modo, também criar um novo Pessoa.
 
Um dia especial

O fato de jovens estrangeiros estarem atualmente na vanguarda dos estudos sobre o escritor causa certa tensão entre acadêmicos e especialistas portugueses. Uma das críticas, quase sempre feita na surdina, é de que os novos pesquisadores inflam desnecessariamente a bibliografia do autor ao publicar textos menores. Mas também há espaço para elogios: “O trabalho desse grupo é muito importante por abrir novas possibilidades de investigação acerca de Pessoa”, avalia Manuel Portela, professor da Universidade de Coimbra e coordenador de um projeto de reedição virtual e coletiva do Livro do Desassossego.









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*Das esq. para a dir., Patricio Ferrari, Jerónimo Pizarro e Antonio Cardiello. Os três são responsavéis por muitas das novas descobertas sobre Fernando Pessoa
 
Entre as empreitadas que o grupo de Pizarro levou adiante, destacam-se a digitalização e a catalogação da biblioteca pessoal do poeta, que se encontra na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa. A tarefa é importante por dois motivos. Primeiro, porque, ao analisar minuciosamente a biblioteca, consegue-se decifrar o que o literato estava lendo enquanto escrevia determinados textos. Ou melhor: pode-se avaliar a influência de certos autores em sua obra. O segundo motivo deriva da peculiaridade de o escritor fazer muitas notas marginais em seus livros. Por isso, ao folheá-los, existe a chance de descobrir preciosidades. Foi o que aconteceu numa tarde de 2008, quando Cardiello se encontrava sozinho na Casa Fernando Pessoa, escarafunchando o livro Pioneer Humanists, de John M. Robertson. Na última página, se deparou com umas anotações. “Gosto do céu porque não creio que elle seja infinito/ Que pode ter comigo o que não começa nem acaba?”, diziam as primeiras linhas de uma poesia sem título de Alberto Caeiro. “Vi que se tratava de um poema completo, acabado, mas imaginei que o Jerônimo já o conhecia. Quando ele voltou do almoço e leu os versos, percebemos que estávamos diante de algo inédito. Foi um dia muito especial”, recorda o italiano.
Depois de anos em Portugal, a legião estrangeira de pesquisadores começa se separar. Pérez Lopez regressou à Espanha. Pizarro voltou a Bogotá, onde é professor catedrático de literatura. Ferrari obteve uma bolsa de pós-doutorado e passará seu tempo entre Lisboa, Rhode Island e Estocolmo. Já Cardiello sonha em ir para o Brasil. “A situação na Europa está muito difícil. Aqui não acontece mais nada. O único país que pode seguir os passos de Portugal na tarefa de divulgar Fernando Pessoa é o Brasil.” O grupo se distancia geograficamente, mas tem claro que sua missão não terminou. “Ainda desconhecemos muito do que o Pessoa conhecia”, resume Pérez Lopez.


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Ricardo Viel é jornalista.